OAB-RJ entrega ao MPF relatório sobre mortes de suspeitos no Fallet

Marcas de tiros em casa no Fallet — Foto: Thathiana Gurgel/Defensoria PúblicaMarcas de tiros em casa no Fallet — Foto: Thathiana Gurgel/Defensoria Pública

Marcas de tiros em casa no Fallet — Foto: Thathiana Gurgel/Defensoria Pública

Membros da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio de Janeiro entregaram a representantes do Ministério Público Federal (MPF), na quarta-feira (27), um relatório no qual pedem à 7ª Câmara – responsável pelo controle externo da atividade policial – a verificação de possíveis crimes cometidos por policiais durante ação no Morro do Fallet, no Rio.

A operação, ocorrida em 8 de fevereiro, deixou 13 mortos na comunidade, que fica no Catumbi, região central da cidade. Outros dois corpos foram encontrados numa área de mata no Morro dos Prazeres, próximo ao Fallet.

No documento, a comissão da OAB cita a existência de “denúncias de supostas execuções sumárias e utilização de tortura” numa casa que fica na favela. A OAB anexou ao arquivo depoimentos de um parente de uma das vítimas que acusa policiais militares de executarem os suspeitos dentro da casa quando esses já teriam se rendido.

No dia da operação, a Polícia Militar comunicou que as mortes ocorreram em confronto com agentes do Comando de Operações Especiais da corporação. Também participaram da ação homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e Batalhão de Choque da PM.

Casa com marcas de tiros no Fallet — Foto: Thathiana Gurgel/Defensoria PúblicaCasa com marcas de tiros no Fallet — Foto: Thathiana Gurgel/Defensoria Pública

Casa com marcas de tiros no Fallet — Foto: Thathiana Gurgel/Defensoria Pública

O relatório apresentado pela OAB reúne os relatos da mesma pessoa feitos ao Ministério Público do Rio de Janeiro, à Defensoria Pública do Rio e à própria comissão da Ordem.

A representantes da OAB, a pessoa deu mais detalhes sobre a suposta participação na incursão de um ex-policial da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Fallet/Fogueteiro, conforme publicou o G1 no último dia 8, data em que as mortes completaram 1 mês.

O testemunho narra que o PM, antes de ser afastado da UPP, invadia as casas e roubava pertences dos moradores. Esse policial, segundo o depoente, “é conhecido por sua atuação desproporcional e violenta”. No documento também são citados os nomes e patentes de 14 policiais que participaram da operação.

De acordo com o presidente da Comissão de Direitos Humanos, o advogado Alvaro Quintão, outros relatos foram documentados, mas as pessoas solicitaram que não fossem juntados ao processo.

Cópias do relatório confeccionado pela OAB também foram remetidas ao MPRJ, à Defensoria Pública do RJ e à Defensoria Pública da União.

A 7ª Câmara do MPF, que fica na Procuradoria-Geral da República, em Brasília, confirmou o recebimento do relatório e informou que “o documento está sob análise e será instaurado um procedimento de acompanhamento” do caso.

A Polícia Civil fluminense segue investigando as mortes.

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2019/03/30/oab-rj-entrega-ao-mpf-relatorio-sobre-mortes-de-suspeitos-no-fallet.ghtml

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